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Automação de sinistros: reduza prazo e retrabalho

Em operações que ainda dependem de validações manuais, o aviso de um sinistro costuma iniciar uma sequência fragmentada: conferência de documentos, consulta à apólice, troca de e-mails, atualização de planilhas e redigitação de informações entre sistemas.

Quando o volume é baixo, esses controles podem parecer suficientes. À medida que a quantidade de casos cresce, porém, pequenas limitações se repetem. O que antes era uma conferência pontual passa a gerar filas, divergências, dificuldade para localizar pendências e perda de controle sobre prazos.

É esse cenário que a automação de sinistros procura organizar. O objetivo não é retirar das equipes a responsabilidade pela análise, mas automatizar tarefas padronizáveis, manter o histórico do processo e direcionar a atenção humana para situações que realmente exigem interpretação, investigação ou julgamento técnico.

O tema ganhou relevância adicional com a entrada em vigor da Lei nº 15.040/2024, em 11 de dezembro de 2025. A Lei do Contrato de Seguro estabeleceu prazos mais objetivos para a manifestação sobre a cobertura e para o pagamento da indenização, aumentando a importância de fluxos rastreáveis e informações atualizadas.

Automatizar, entretanto, não significa apenas instalar um robô ou digitalizar formulários. A decisão exige mapear processos, integrar sistemas, definir critérios de exceção, estabelecer checkpoints humanos e acompanhar indicadores. Sem essa estrutura, a tecnologia pode apenas acelerar um fluxo que já possui falhas.

Principais pontos

  • A automação de sinistros combina regras de negócio, workflows, RPA, IA e integração de sistemas.
  • RPA transporta e atualiza dados; mecanismos de IA podem interpretar documentos, imagens e informações não estruturadas.
  • Nem todo sinistro deve seguir um fluxo integralmente automático. Valor, complexidade, dados disponíveis e risco definem o nível adequado de automação.
  • A Lei nº 15.040/2024 tornou o controle dos prazos de regulação e pagamento ainda mais relevante para a operação.
  • Automatizar sem integrar apólices, cobrança, atendimento, documentos e demais sistemas pode criar outro ponto de conciliação manual.

⚠️ Ponto de atenção: quando a regulação de sinistros depende de trocas manuais entre sistemas, o impacto pode permanecer pouco visível no início. Com o aumento do volume ou da complexidade, a limitação tende a aparecer em atrasos, informações divergentes, dificuldade para acompanhar pendências e desgaste na relação com o segurado. O ponto central é garantir estrutura, registro, integração e capacidade de evolução.

O que é automação de sinistros?

Automação de sinistros é o uso coordenado de tecnologias e regras operacionais para conduzir etapas do ciclo de um sinistro com menos intervenções manuais desnecessárias.

Esse ciclo pode incluir:

  • Aviso do sinistro.
  • Triagem inicial.
  • Recebimento e conferência de documentos.
  • Análise de informações.
  • Encaminhamento para regulação.
  • Decisão sobre a cobertura.
  • Cálculo da indenização.
  • Autorização e processamento do pagamento.
  • Comunicação com o segurado.
  • Encerramento e manutenção do histórico.

A automação pode ser aplicada em diferentes níveis. Alguns fluxos utilizam apenas regras e notificações. Outros combinam RPA, extração de dados, processamento de documentos, modelos de IA e integrações por APIs.

Qual é a diferença entre RPA e IA na automação de sinistros?

RPA, sigla para Robotic Process Automation, é adequada para tarefas repetitivas e baseadas em regras fixas. Um robô pode copiar dados de um formulário, consultar um sistema, atualizar o status do caso ou disparar uma comunicação.

A IA pode atuar quando o processo exige interpretação. Dependendo da solução utilizada e da qualidade dos dados, ela pode:

  • Extrair informações de laudos e boletins.
  • Classificar documentos.
  • Comparar dados recebidos com os registros da apólice.
  • Analisar imagens.
  • Identificar inconsistências.
  • Sugerir uma categoria ou nível de prioridade.
  • Sinalizar casos que precisam de investigação adicional.

A diferença é importante. RPA transporta ou atualiza informações segundo instruções predeterminadas. A IA pode interpretar conteúdo e apoiar uma classificação, mas precisa de dados adequados, monitoramento e limites de atuação.

Em ambos os casos, a responsabilidade pela governança do processo continua sendo da seguradora. Decisões sensíveis, exceções, situações de maior valor e casos de baixa confiança devem contar com revisão humana.

Para compreender como RPA, APIs e governança se complementam, veja também o conteúdo sobre digitalização de processos no mercado segurador.

Onde a regulação manual perde tempo e dinheiro

O desgaste operacional costuma surgir em pontos previsíveis.

Triagem inicial

O sinistro pode ser comunicado por telefone, e-mail, aplicativo, corretor, portal ou atendimento presencial. Quando esses canais não alimentam um fluxo centralizado, a equipe precisa reunir e padronizar as informações antes mesmo de iniciar a análise.

Conferência documental

Laudos, boletins de ocorrência, notas fiscais, fotos, formulários e documentos pessoais são conferidos individualmente. Pendências podem ser identificadas somente depois que o caso já percorreu parte do fluxo.

Consulta à apólice

Dados sobre vigência, coberturas, limites, franquias e condições precisam ser cruzados com o aviso recebido. Quando a informação está distribuída em diferentes sistemas, a análise exige consultas sucessivas e aumenta a possibilidade de divergência.

Trânsito entre sistemas

Quando apólices, sinistros, cobrança, atendimento, documentos e pagamentos não trocam dados automaticamente, uma mesma informação pode ser digitada mais de uma vez.

Cada redigitação cria uma nova possibilidade de erro e dificulta a identificação de qual sistema contém o dado atualizado.

A integração de sistemas no setor de seguros é, portanto, parte estrutural da automação. Sem ela, o processo pode parecer digital na interface e continuar manual nos bastidores.

Acompanhamento de prazos

Planilhas paralelas podem registrar datas que já não correspondem ao estágio real do sinistro. A equipe passa a conferir manualmente quais casos estão próximos do vencimento e quais aguardam documentos, análise ou pagamento.

Comunicação com o segurado

Sem atualização centralizada, o atendimento precisa consultar diferentes áreas para informar o status. Isso aumenta o tempo de resposta e pode gerar comunicações contraditórias.

Nenhuma dessas limitações, isoladamente, parece suficiente para justificar uma mudança estrutural. O problema surge quando elas se repetem:

Limitação pontual Recorrência Aumento da complexidade Perda de controle Necessidade de estrutura

Mapeie quais etapas ainda exigem consulta, conferência ou redigitação entre sistemas. Esse levantamento costuma revelar onde a automação pode gerar impacto sem ampliar desnecessariamente o escopo do projeto.

Mapear oportunidades

Como a automação de sinistros funciona em cada etapa?

O nível de automação deve acompanhar a previsibilidade e o risco de cada etapa.

Etapa O que pode ser automatizado Quando encaminhar para análise humana
Aviso do sinistro Captura, padronização e registro dos dados recebidos Informações incompletas, contraditórias ou fora do padrão
Triagem Classificação por ramo, tipo, valor e complexidade Casos sem regra definida ou com características atípicas
Documentos Extração de dados, validação de formato e identificação de pendências Baixa confiança na leitura ou divergência entre documentos
Consulta à apólice Localização da apólice, vigência, cobertura, franquia e limites Dúvida contratual ou necessidade de interpretação
Sinalização de risco Identificação de inconsistências e padrões que merecem investigação Suspeita de fraude, conflito de dados ou evento de maior exposição
Regulação Distribuição de tarefas, controle de pendências e acompanhamento do prazo Casos complexos, valores elevados ou necessidade de perícia
Liquidação Cálculo conforme regras, aprovação por alçadas e envio para pagamento Exceções de cálculo, divergências ou valores acima do limite definido
Comunicação Notificações de recebimento, pendência, evolução e encerramento Reclamações, contestações ou situações sensíveis

A automação integral, também chamada de processamento direto ou straight-through processing, tende a fazer mais sentido em casos padronizados, de menor complexidade e com dados confiáveis.

Nos demais casos, a tecnologia deve organizar informações e encaminhar exceções. O objetivo não é automatizar tudo, mas definir com clareza o que pode seguir por regras e o que precisa de decisão humana.

O que muda com a Lei nº 15.040/2024?

A Lei nº 15.040/2024, conhecida como Lei do Contrato de Seguro, entrou em vigor em 11 de dezembro de 2025 e passou a disciplinar de forma mais objetiva etapas da regulação e liquidação de sinistros.

Em linhas gerais:

  • A seguradora tem até 30 dias para se manifestar sobre a cobertura, contados da apresentação da reclamação ou do aviso de sinistro acompanhado dos elementos necessários à decisão.
  • Documentos complementares podem ser solicitados de forma justificada.
  • A solicitação pode suspender o prazo por, no máximo, duas vezes.
  • Nos sinistros relacionados a veículos automotores e nos demais seguros cuja importância segurada não exceda 500 salários mínimos, essa suspensão pode ocorrer apenas uma vez.
  • Reconhecida a cobertura, a seguradora tem até 30 dias para pagar a indenização ou o capital estipulado.
  • Também existem limites para a suspensão do prazo de pagamento mediante solicitação justificada de documentos complementares.
  • A autoridade fiscalizadora pode estabelecer prazos superiores para tipos de seguro cuja análise ou liquidação envolva maior complexidade, respeitado o limite de 120 dias.
  • O atraso da seguradora pode gerar multa de 2% sobre o valor devido, correção monetária, juros legais e responsabilidade por perdas e danos.

O limite de 120 dias não se aplica automaticamente a todo contrato de grande risco. A lei autoriza a autoridade fiscalizadora a estabelecer prazos superiores para tipos de seguro que exijam apuração mais complexa.

A regulamentação infralegal também precisa ser acompanhada. Em maio de 2026, a Susep informou que os textos relacionados aos seguros de danos estavam em fase final de elaboração técnica e seriam submetidos ao Conselho Diretor da autarquia. Por isso, o estágio das normas complementares deve ser verificado no momento da publicação e da revisão periódica deste conteúdo.

Na prática, o tempo gasto em conferências, solicitações internas e atualizações manuais deixou de ser apenas uma questão de produtividade. Ele pode afetar a capacidade da seguradora de demonstrar o andamento do processo e cumprir os prazos aplicáveis.

Esta seção possui caráter informativo e não substitui análise jurídica. Cada seguradora deve validar a aplicação das regras com suas áreas Jurídica e de Compliance.

Analise se os sistemas atuais permitem visualizar, em um único fluxo, o início do prazo, as suspensões justificadas, as pendências e a data efetiva de pagamento. Se esse controle ainda depende de planilhas, pode ser o momento de avaliar os gargalos da operação.

Avaliar os gargalos

Quando faz sentido automatizar e quando não faz?

Considere automatizar quando:

  • O volume de sinistros já gera repetição suficiente para justificar escala.
  • Determinados tipos de sinistro seguem regras e documentos padronizados.
  • Existem tarefas manuais que consomem tempo sem exigir julgamento técnico.
  • A operação precisa de maior rastreabilidade para auditoria, resseguro ou compliance.
  • Os sistemas já possuem ou podem receber uma camada confiável de integração.
  • A equipe enfrenta dificuldade para acompanhar prazos e pendências.
  • Há dados suficientes para medir a qualidade do processo.
  • Existe capacidade interna ou de um parceiro para manter a governança da automação.

Reavalie antes de automatizar quando:

  • O processo de regulação ainda não está documentado.
  • Áreas diferentes utilizam regras conflitantes.
  • Não existe uma fonte oficial para os principais dados.
  • A base histórica é pequena, incompleta ou pouco estruturada.
  • As exceções ainda não foram classificadas.
  • Não há critérios de encaminhamento para análise humana.
  • A operação não possui indicadores de prazo, retrabalho ou qualidade.
  • Ninguém está claramente responsável pela manutenção das regras automatizadas.

Automatizar um processo mal definido não resolve sua origem. O sistema pode apenas repetir o erro em maior escala e com menor visibilidade.

Comparação com alternativas

Alternativa Quando pode funcionar Limitação principal Impacto possível Critério para avançar
Planilhas e controle manual Operações com volume muito baixo e poucos tipos de sinistro Dependência de pessoas e atualização manual Atrasos e divergências podem aparecer quando o volume crescer A quantidade de casos ultrapassa a capacidade de controle confiável
RPA isolado Tarefas repetitivas, estáveis e baseadas em regras Move dados, mas não resolve processos mal definidos nem interpreta documentos Automação parcial, com conciliações manuais remanescentes O processo precisa interpretar conteúdo ou conectar diversas etapas
Desenvolvimento interno Empresa com equipe estável, conhecimento setorial e capacidade de manutenção Custo contínuo e concentração de conhecimento Evolução pode desacelerar com mudanças na equipe ou nas prioridades A estrutura interna consegue sustentar produto, integrações e governança
Ferramentas pontuais Necessidade específica, como leitura documental ou notificações Risco de criar novos silos e fornecedores desconectados Ganho local sem melhoria do fluxo completo A operação precisa coordenar dados, regras e decisões entre várias etapas
Plataforma especializada e integrada Seguradoras que precisam conectar apólices, sinistros, cobrança e canais Exige planejamento de integração, dados e mudança operacional Maior rastreabilidade e redução do retrabalho, com curva de implementação Os sistemas isolados já limitam prazo, controle ou capacidade de evolução

A escolha não deve se basear apenas no preço da licença ou na quantidade de funcionalidades. É necessário considerar integração, manutenção, governança, dependências futuras e aderência ao processo da seguradora.

O que costuma dar errado na prática

Erro recorrente Por que acontece Consequência Como reduzir o risco
Automatizar sem integrar os sistemas A prioridade é entregar rapidamente uma etapa visível Surge mais um sistema isolado e novos pontos de conciliação Mapear as integrações e definir as fontes oficiais antes da automação
Aplicar RPA a um processo mal definido As regras ainda variam entre pessoas ou áreas O erro manual passa a ser reproduzido em escala Documentar, simplificar e validar o processo antes de automatizá-lo
Permitir decisões automatizadas sem checkpoints Há confiança excessiva no resultado do sistema Casos complexos podem seguir um fluxo inadequado Definir alçadas, limites de confiança e critérios de revisão humana
Usar IA sem dados adequados A base histórica é incompleta ou pouco padronizada Classificações inconsistentes e excesso de falsos alertas Avaliar qualidade, representatividade e governança dos dados
Não registrar o motivo das decisões O foco fica apenas na velocidade A operação perde capacidade de explicar e auditar o fluxo Manter logs, histórico de alterações e justificativas acessíveis
Ignorar LGPD e segurança A proteção de dados é tratada apenas no final Acesso excessivo, exposição de informações e fragilidade de governança Aplicar controle por perfil, rastreabilidade e políticas de retenção
Medir apenas o tempo total A operação não acompanha onde o atraso acontece O indicador melhora ou piora sem revelar a causa Medir cada etapa, pendência, devolução e interação manual

Critérios de decisão

Antes de escolher uma tecnologia ou fornecedor, avalie objetivamente:

01

Volume

Quantos sinistros são processados por mês? Quais ramos concentram o maior volume? Existe sazonalidade ou previsão de crescimento?

02

Complexidade

Quais casos seguem regras estáveis? Quais exigem perícia, investigação, interpretação contratual ou análise de maior exposição?

03

Maturidade de integração

Apólices, sinistros, cobrança, documentos, atendimento e pagamentos trocam dados automaticamente? Qual sistema é a fonte oficial de cada informação?

04

Qualidade dos dados

Os dados históricos estão completos, padronizados e disponíveis? É possível identificar decisões, prazos, pendências e resultados?

05

Rastreabilidade

A operação consegue demonstrar quem executou cada ação, qual regra foi aplicada, quais documentos foram utilizados e por que uma decisão foi encaminhada?

06

Governança e revisão humana

Existem alçadas, critérios de exceção e limites claros para a automação? A equipe sabe quando interromper o fluxo e assumir a análise?

07

Segurança e privacidade

Os acessos são definidos por perfil? Informações pessoais e sensíveis são protegidas? Há políticas para armazenamento, compartilhamento e descarte?

08

Capacidade interna

A empresa possui equipe para manter regras, integrações, modelos, indicadores e documentação? Caso contrário, o parceiro contratado assume quais responsabilidades?

09

Risco relacionado aos prazos

Os prazos da Lei nº 15.040/2024 já representam um ponto de atenção? A equipe depende de controles paralelos para saber quais casos precisam de prioridade?

O que medir antes e depois da automação?

Alguns indicadores ajudam a estabelecer uma linha de base e avaliar a evolução:

  • Tempo até a primeira análise.
  • Tempo até a manifestação sobre a cobertura.
  • Tempo entre reconhecimento da cobertura e pagamento.
  • Quantidade média de intervenções manuais por sinistro.
  • Percentual de documentos devolvidos ou solicitados novamente.
  • Volume de casos próximos do prazo.
  • Taxa de reabertura.
  • Percentual de casos encaminhados para revisão humana.
  • Divergências entre apólice, regulação e pagamento.
  • Reclamações relacionadas a atraso ou falta de informação.

Compare a capacidade atual da operação com a estrutura necessária para acompanhar o crescimento. A Tecnologia Única pode ajudar a mapear integrações, dependências e prioridades antes da definição da arquitetura.

Mapear prioridades

Como uma plataforma integrada organiza a automação de sinistros?

A automação só reduz retrabalho de forma estrutural quando não se transforma em outro sistema a ser conciliado manualmente.

Para isso, a arquitetura precisa conectar o sinistro aos dados que sustentam sua análise, como:

  • Apólice e vigência.
  • Coberturas, limites e franquias.
  • Documentos.
  • Cobrança e situação financeira.
  • Histórico do segurado.
  • Atendimento.
  • Pagamentos.
  • Parceiros externos.
  • Resseguro, quando aplicável.
  • Registros e relatórios necessários à operação.

É nesse contexto que a Proteo, plataforma da Tecnologia Única construída com tecnologia InsureMO, pode apoiar diferentes cenários de modernização.

A plataforma organiza funções de subscrição, configuração de produtos, cotação, emissão, cobrança, gestão de apólices, sinistros e atendimento em uma arquitetura baseada em APIs.

Na automação de sinistros, o valor não está apenas em executar uma tarefa mais rapidamente. Está na possibilidade de utilizar as informações da apólice, organizar workflows, registrar decisões, integrar canais e manter o histórico acessível ao longo do processo.

Dependendo do cenário, a arquitetura de Middle Office pode coexistir com sistemas legados, que permanecem como sistemas de registro, enquanto uma camada digital organiza APIs, produtos, regras e integrações. Em outros projetos, a plataforma pode assumir uma função central mais ampla.

Isso permite avaliar uma modernização progressiva, sem partir automaticamente para uma substituição integral do ambiente existente. Ainda assim, integração, migração de dados, segurança, governança e responsabilidades precisam ser definidas conforme a realidade de cada seguradora.

Para entender esse modelo, consulte o guia sobre plataforma end to end para seguradoras.

O que o case da Herval demonstra?

Na Herval Seguradora, a Proteo-InsureMO foi utilizada como sistema central de uma nova operação digital, e não apenas como uma camada sobre um core legado.

A implementação contempla configuração de produtos, integração com os canais de venda das redes do grupo, emissão de apólices, cobrança, gestão de sinistros e organização dos dados da operação.

Esse caso demonstra a capacidade da plataforma de sustentar uma jornada de seguros integrada, desde a oferta nos canais de distribuição até o pós-venda. Conheça a arquitetura tecnológica da Herval Seguradora com a Proteo.

Se a sua seguradora avalia integrar sinistros, apólices e demais processos operacionais, conheça a frente de Gestão de Seguros da Tecnologia Única e veja quais caminhos podem ser analisados conforme o cenário atual.

Conheça Gestão de Seguros

Considere seu próximo passo

01

Considere manter a estrutura atual quando…

O volume de sinistros ainda é baixo, os processos estão documentados, as informações permanecem consistentes e a equipe acompanha os prazos com segurança.

02

Considere uma evolução gradual quando…

Parte da operação já apresenta atrasos ou retrabalho, mas os sistemas podem ser integrados por etapas.

O projeto pode começar por:

  • Um ramo de maior volume.
  • Um tipo de sinistro com regras estáveis.
  • Uma etapa repetitiva, como triagem ou conferência documental.
  • Uma integração que elimine redigitação.
  • Um painel confiável para acompanhamento de prazos.
03

Considere uma solução especializada quando…

A regulação manual compromete prazos com frequência, os sistemas operam de forma isolada, o histórico é difícil de auditar ou a operação precisa crescer sem aumentar proporcionalmente o esforço manual.

Avalie a maturidade da sua operação em automação de sinistros

Responda às afirmações abaixo:

Marque os pontos que já descrevem a realidade atual da operação.

Maturidade da operação

0 de 8 critérios atendidos

0% dos critérios atendidos
0/8
Diagnóstico da operação

Comece a avaliação

Marque as afirmações que já fazem parte da operação para identificar o estágio atual.

Avalie a maturidade da sua operação

Se as respostas ficaram divididas, a Tecnologia Única pode ajudar a identificar os pontos de integração, governança e processo que devem ser priorizados antes do próximo passo.

Avaliar maturidade

Como estruturar o próximo passo

Independentemente do estágio atual, algumas ações ajudam a organizar a evolução.

1. Mapear o fluxo completo

Documente o processo desde o aviso até o pagamento. Identifique atividades, responsáveis, sistemas, documentos, decisões e exceções.

2. Registrar volume e complexidade

Separe os sinistros por ramo, valor, complexidade, tempo de processamento e quantidade de intervenções manuais.

3. Validar os prazos

Compare os tempos atuais com as regras aplicáveis. Registre onde o prazo começa, quando pode ser suspenso e quais eventos reiniciam sua contagem.

4. Definir as fontes oficiais

Determine qual sistema contém a informação válida sobre apólice, cobertura, documentos, pagamento e status.

5. Priorizar fluxos padronizáveis

Comece pelos processos de maior volume, menor complexidade e regras mais estáveis. Evite iniciar pelos casos mais excepcionais.

6. Integrar antes de expandir

Conecte os sistemas necessários para eliminar redigitação e divergências antes de ampliar o escopo da automação.

7. Testar checkpoints humanos

Defina valores, níveis de confiança e situações que exigem revisão. Acompanhe falsos alertas, divergências e reaberturas.

8. Monitorar continuamente

A automação precisa ser revisada conforme mudam produtos, regras, documentos, riscos e comportamento da operação. Indicadores e logs devem fazer parte da rotina, não apenas da implantação.

Conclusão

A automação de sinistros deixou de ser apenas uma iniciativa de produtividade. Com prazos legais mais objetivos, volumes crescentes e operações distribuídas entre diferentes sistemas, organizar dados, decisões, documentos e pendências passou a ser parte da gestão do risco operacional.

O caminho não precisa começar com a reconstrução completa da operação. Pode iniciar pelo mapeamento das trocas manuais, pela definição das fontes oficiais, pela padronização dos fluxos de maior volume e pela integração progressiva entre os sistemas.

A decisão mais segura também não é automatizar o maior número possível de etapas. É estabelecer quais tarefas podem seguir por regras, onde a IA pode apoiar e em quais situações a análise humana continua indispensável.

Se hoje a regulação de sinistros ainda depende de conferências manuais, controles paralelos e sistemas isolados, a Tecnologia Única pode apoiar a construção de uma estrutura mais integrada, rastreável e preparada para acompanhar o crescimento da operação, por meio da Proteo e de projetos de integração e automação alinhados ao cenário da seguradora.

O próximo passo é entender os gargalos atuais da sua operação de sinistros e avaliar quais pontos devem ser priorizados.

Conversar com especialista

Perguntas frequentes sobre automação de sinistros

O que diferencia automação de sinistros de RPA tradicional?

RPA executa tarefas repetitivas e baseadas em regras, como copiar dados ou atualizar sistemas. A automação de sinistros pode combinar RPA, workflows, APIs e IA para interpretar documentos, classificar casos, controlar prazos e encaminhar exceções.

Quais prazos a Lei nº 15.040/2024 estabelece?

Em regra, a seguradora possui até 30 dias para se manifestar sobre a cobertura, contados do aviso ou reclamação acompanhado dos elementos necessários. Reconhecida a cobertura, há outro prazo máximo de 30 dias para o pagamento. A lei prevê hipóteses e limites para suspensão mediante solicitação justificada de documentos.

Todo sinistro complexo possui prazo de 120 dias?

Não. A Lei nº 15.040/2024 permite que a autoridade fiscalizadora estabeleça prazos superiores para tipos de seguro cuja análise ou liquidação envolva maior complexidade, respeitado o limite de 120 dias. O prazo não é automático para qualquer sinistro de maior valor ou contrato de grande risco.

Automação aumenta o risco de erro na análise?

Pode aumentar quando o processo é mal definido, os dados são inadequados ou não existem checkpoints humanos. Com regras documentadas, limites de atuação, monitoramento e revisão das exceções, a automação pode melhorar a consistência e a rastreabilidade do processo.

É possível automatizar sinistros sem substituir o sistema legado?

Sim. Uma camada de integração ou Middle Office pode coexistir com o core atual e organizar APIs, workflows e canais digitais. A viabilidade depende da arquitetura existente, da qualidade dos dados e das integrações disponíveis.

Automação de sinistros ajuda na prevenção de fraudes?

Pode apoiar a identificação de inconsistências e padrões que merecem investigação. A sinalização automática, entretanto, não deve ser tratada como comprovação de fraude. Casos suspeitos precisam seguir critérios de revisão e análise especializada.

Qual é o primeiro passo para iniciar?

O primeiro passo é mapear o fluxo atual, identificando tarefas manuais, sistemas utilizados, fontes oficiais, prazos, documentos e exceções. Esse diagnóstico mostra se a prioridade é padronização, integração, automação de tarefas ou aplicação de IA.

Referências

[1] Planalto. Lei nº 15.040, de 9 de dezembro de 2024 — Lei do Contrato de Seguro.

[2] SUSEP. Lei do Contrato de Seguro entra em vigor trazendo mais clareza e segurança jurídica ao mercado.

[3] SUSEP. Susep coloca em consulta pública norma sobre contratos de seguros de danos.

[4] SUSEP. Susep participa do 9º Encontro de Resseguros no Rio de Janeiro.

[5] InsureMO. Core Modernization: We don’t replace your core. We extend it.

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