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Sistema de Gestão de Apólices: quando modernizar a operação

Um sistema de gestão de apólices organiza o ciclo de vida dos contratos de seguro, reunindo informações e processos relacionados à emissão, endossos, renovações, cancelamentos e acompanhamento da carteira.

Para seguradoras, essa estrutura pode reduzir a dependência de planilhas e controles paralelos, facilitar a integração entre etapas e apoiar a rastreabilidade necessária para diferentes obrigações operacionais e regulatórias.

O ponto central, porém, não está apenas em ter um sistema, mas em saber se a arquitetura atual consegue acompanhar novos produtos, canais, integrações e volumes sem multiplicar retrabalho, exceções e dependências manuais.

Principais pontos

  • Um sistema de gestão de apólices administra etapas do ciclo de vida do contrato, como emissão, endossos, renovações e cancelamentos.
  • Ele não deve ser confundido com o core system completo da seguradora, que normalmente possui escopo operacional mais amplo.
  • Planilhas, sistemas isolados e digitação entre plataformas podem funcionar em operações menores, mas tendem a criar mais pontos de conciliação à medida que a complexidade aumenta.
  • Inteligência artificial depende da qualidade, organização e disponibilidade dos dados que sustentam cada aplicação.
  • Modernizar não significa necessariamente substituir todo o ambiente tecnológico.
  • A decisão deve considerar integração, governança de dados, escalabilidade, requisitos regulatórios e capacidade de evolução.
  • Antes de escolher uma tecnologia, vale mapear quais gargalos realmente limitam a operação.
Avalie sua gestão de apólices

Se a operação depende de redigitação, conciliações recorrentes ou controles paralelos, a Tecnologia Única pode ajudar a mapear onde a arquitetura precisa evoluir antes da escolha de uma nova solução.

Avaliar gestão de apólices

⚠️ Ponto de atenção

Quando a emissão e o acompanhamento das apólices dependem de planilhas paralelas, controles individuais ou transferências manuais de informação, a limitação pode permanecer pouco visível enquanto o volume é administrável.

Com o crescimento da carteira e da quantidade de produtos, canais, parceiros e exceções, os mesmos pontos passam a exigir mais conferências e intervenções.

O efeito pode aparecer em situações como:

  • Divergências entre etapas do processo.
  • Dificuldade para localizar a origem de uma informação.
  • Renovações que dependem de acompanhamento manual.
  • Retrabalho entre áreas.
  • Maior esforço para consolidar informações.
  • Dificuldade de integrar novos canais.
  • Dependência de pessoas específicas.
  • Aumento da complexidade para atender requisitos de registro e governança.

A questão não é abandonar imediatamente tudo o que funciona. É entender se a estrutura atual ainda oferece controle, rastreabilidade e capacidade de evolução suficientes para o próximo estágio da operação.

O que é um sistema de gestão de apólices?

Um sistema de gestão de apólices é uma plataforma responsável por administrar processos e informações relacionados ao ciclo de vida de um contrato de seguro.

No mercado internacional, soluções voltadas especificamente para essa função também podem ser encontradas sob o conceito de Policy Administration System (PAS).

Dependendo da arquitetura da seguradora, o sistema pode concentrar ou se integrar a processos como:

  • Configuração de produtos.
  • Cotação e aceitação.
  • Emissão.
  • Endossos.
  • Renovações.
  • Cancelamentos.
  • Consulta ao histórico contratual.
  • Integrações com canais e parceiros.
  • Troca de dados com outros componentes da operação.

Sistema de gestão de apólices e core system são a mesma coisa?

Não necessariamente. Essa distinção é importante porque uma empresa pode precisar modernizar a administração das apólices sem, necessariamente, substituir todo o core.

Da mesma forma, uma modernização completa do core pode envolver muito mais do que a gestão contratual.

Sistema de gestão de apólices

Concentra sua função no ciclo de vida do contrato de seguro.

Core system de seguros

Possui escopo mais amplo e pode conectar, além da administração de apólices, processos como cobrança, financeiro, sinistros, canais de distribuição, integrações e outras operações centrais da seguradora.

Saiba mais:

E onde entram as corretoras?

Também é importante diferenciar os papéis.

A seguradora é responsável pela operação securitária e pela emissão das apólices. A corretora atua na intermediação e comercialização de seguros e pode utilizar sistemas para acompanhar propostas, clientes, renovações, documentos e diferentes interações com as seguradoras.

Por isso, as necessidades tecnológicas não são idênticas.

Como funciona um sistema de gestão de apólices?

A forma exata depende da arquitetura e das regras de cada seguradora, mas o fluxo pode ser entendido como uma sequência de etapas conectadas.

01

Configuração do produto

Coberturas, regras comerciais, critérios de aceitação, limites, condições e demais parâmetros precisam estar organizados para que os processos posteriores utilizem uma referência consistente.

02

Cotação e proposta

Os dados necessários para avaliar e precificar o risco entram no fluxo.

Em ambientes integrados, as informações aprovadas na cotação podem seguir para as próximas etapas sem exigir nova digitação.

03

Aceitação e emissão

Após as validações necessárias, o contrato é formalizado e a apólice é emitida.

Quanto maior o número de sistemas desconectados envolvidos nesse processo, maior tende a ser a necessidade de transferência e conferência de informações.

04

Gestão durante a vigência

A apólice continua gerando eventos depois da emissão.

Alterações podem exigir endossos. O cliente pode atualizar informações. Coberturas podem ser modificadas dentro das condições aplicáveis. Outros sistemas também podem precisar consumir ou atualizar dados relacionados ao contrato.

05

Renovação ou encerramento

Ao final do período de vigência, o contrato pode seguir para renovação, término ou cancelamento conforme cada situação.

Um sistema estruturado ajuda a preservar o histórico dessas movimentações e a relação entre os diferentes eventos da apólice.

Quando as etapas trabalham de forma conectada, a apólice deixa de ser apenas um documento emitido e passa a funcionar como um registro operacional vivo, utilizado por diferentes processos ao longo de sua existência.

Onde a gestão manual ou fragmentada aparece na operação?

A fragmentação raramente surge porque uma empresa decidiu construir uma operação fragmentada. Ela costuma aparecer aos poucos.

Um sistema resolve a cotação. Outro registra a emissão. Uma planilha acompanha uma exceção. Determinadas regras permanecem fora dos sistemas. Uma integração deixa de atender um novo canal. Algumas alterações passam a depender continuamente de TI.

Isoladamente, cada adaptação parece pequena mas, com o tempo, elas formam uma arquitetura difícil de visualizar e ainda mais difícil de evoluir.

Alguns sinais frequentes são:
01

Cotação e emissão em sistemas desconectados

As informações precisam ser transferidas ou digitadas novamente entre as etapas.

02

Renovações acompanhadas fora do fluxo central

Planilhas, agendas e controles individuais assumem funções que poderiam estar integradas à operação.

03

Regras de produto espalhadas

Parte das regras está no sistema, parte em documentação e parte no conhecimento das equipes.

04

Múltiplas fontes para a mesma informação

Diferentes áreas consultam sistemas ou bases distintas e precisam determinar manualmente qual informação está atualizada.

05

Ausência de visão consolidada

Responder a uma pergunta simples sobre a carteira pode exigir consulta a mais de uma fonte.

06

Relatórios dependentes de conciliação

Dados operacionais ou gerenciais precisam ser combinados manualmente antes de poderem ser utilizados.

07

Alterações excessivamente dependentes de TI

Cada novo produto, regra, parceiro ou canal gera uma fila de desenvolvimento porque a arquitetura possui pouca capacidade de parametrização.

Mapeie onde a informação muda de sistema: a Tecnologia Única pode apoiar o diagnóstico das integrações, dependências e fluxos que hoje concentram mais esforço na gestão de apólices.

Os impactos que ficam ocultos até o volume crescer

Uma estrutura limitada pode funcionar durante bastante tempo. Por isso, o problema nem sempre aparece como uma falha evidente.

O padrão costuma ser mais progressivo:

Limitação pontual Repetição Mais exceções Aumento de complexidade Perda de visibilidade Necessidade de estruturar o processo

Considere dois cenários.

01

O processo manual acompanha o crescimento

Outra seguradora possui a mesma dependência, mas decide mantê-la porque a equipe ainda consegue administrar o volume.

Com o crescimento, aumentam também:

  • As transferências de dados.
  • As conferências.
  • As exceções.
  • Os pontos de falha.
  • A necessidade de conciliação.

A equipe passa a utilizar mais capacidade para sustentar o fluxo existente.

02

A operação evolui antes do gargalo se tornar estrutural

Uma seguradora identifica que as informações aprovadas na cotação precisam ser redigitadas no ambiente responsável pela emissão.

No volume atual, o processo ainda funciona.

Mesmo assim, a empresa mapeia a dependência, define uma fonte de informação e integra os sistemas necessários.

A diferença entre os dois cenários não está apenas no volume. Está na capacidade de identificar uma limitação antes que ela se transforme em dependência estrutural.

Por que a IA está mudando o papel do sistema de gestão de apólices?

A inteligência artificial em seguros amplia as possibilidades de automação, análise e apoio à decisão, mas seu resultado depende da estrutura que sustenta cada aplicação.

Na gestão de apólices, aplicações de IA podem apoiar, conforme o contexto:

  • Leitura e extração de informações de documentos.
  • Classificação de solicitações.
  • Apoio à análise de dados.
  • Busca em bases internas.
  • Identificação de padrões.
  • Triagem de situações que precisam de avaliação.
  • Consulta assistida a informações contratuais.
  • Apoio a determinados workflows.

O ponto crítico é a base que sustenta cada caso de uso.

Se uma aplicação consulta dados diferentes daqueles utilizados pelas equipes, recebe informações desatualizadas ou depende de fontes sem governança definida, a velocidade da automação não corrige o problema original.

Ela pode torná-lo mais difícil de identificar.

Por isso, a adoção de IA na gestão de apólices precisa responder primeiro a algumas perguntas:

?

Qual problema será resolvido?

?

Quais dados serão utilizados?

?

Onde está a fonte oficial de cada informação?

?

Os sistemas necessários conseguem trocar dados?

?

Quais resultados precisam de revisão humana?

?

Como decisões e exceções serão registradas?

?

Quem será responsável pelo acompanhamento da aplicação?

A inteligência artificial passa a gerar mais valor quando entra em uma arquitetura preparada para fornecer contexto, dados e mecanismos de controle adequados ao caso de uso.

Antes de adicionar IA, avalie a base

A Tecnologia Única pode ajudar a identificar quais sistemas, integrações e dados precisam ser estruturados para que a automação avance com mais controle.

Avaliar minha estrutura

Gestão de apólices e exigências regulatórias: onde a tecnologia entra?

Para seguradoras, a organização dos dados também precisa considerar as obrigações regulatórias aplicáveis às operações.

O Sistema de Registro de Operações (SRO) da SUSEP estabelece regras para o registro de diferentes operações supervisionadas em sistemas homologados e administrados por entidades registradoras credenciadas.

As Circulares SUSEP nº 710, 711, 712, 713 e 714, publicadas em dezembro de 2024, tratam de diferentes grupos de operações, incluindo seguros, capitalização e previdência.

No caso das operações abrangidas pela Circular SUSEP nº 710/2024, a SUSEP informou que a obrigatoriedade segundo o novo leiaute teve início em 2 de março de 2026. [1] [2]

Isso não significa que um sistema de gestão de apólices, isoladamente, “garanta conformidade”. A aderência depende de:

  • Produto.
  • Operação.
  • Informação registrada.
  • Qualidade dos dados.
  • Integrações.
  • Processos internos.
  • Registradora utilizada.
  • Controles de governança.
  • Interpretação das regras aplicáveis.

Tecnologicamente, porém, uma arquitetura capaz de preservar histórico, estruturar dados e conectar sistemas pode tornar mais viável cumprir obrigações que dependem de informações consistentes.

Por isso, compliance e áreas responsáveis pelas obrigações regulatórias devem participar do desenho da modernização desde o início, e não apenas validar o sistema depois da implementação.

Quando faz sentido manter, evoluir ou adotar uma solução especializada?

Nem toda operação precisa substituir o sistema que possui. Uma decisão madura começa justamente pela avaliação de quanto do cenário atual ainda atende ao negócio e quanto já se tornou uma limitação.

01

Considere manter a estrutura atual quando…

  • O volume e a complexidade permanecem previsíveis.
  • Os principais processos estão sob controle.
  • As integrações necessárias já funcionam.
  • Não há dependência significativa de redigitação.
  • As regras podem ser evoluídas sem ciclos desproporcionais de desenvolvimento.
  • O ambiente atende aos requisitos atuais da operação.
02

Considere uma evolução gradual quando…

  • Os principais problemas estão concentrados em poucas etapas.
  • O core ainda atende parte importante da operação.
  • Determinados canais precisam de uma arquitetura mais flexível.
  • Novas integrações concentram a maior dificuldade.
  • Uma camada desacoplada poderia reduzir a dependência do legado.
  • O objetivo é modernizar por etapas, preservando componentes que ainda funcionam.
03

Considere uma solução mais abrangente quando…

  • O crescimento depende continuamente de intervenções manuais.
  • Lançar produtos exige alterações profundas em diferentes sistemas.
  • Integrar novos canais se tornou excessivamente complexo.
  • Não existe uma fonte consistente para os dados da apólice.
  • Diferentes áreas dependem de conciliações recorrentes.
  • A arquitetura atual limita automação e uso de dados.
  • O custo de manter as dependências começa a competir com o custo de modernizá-las.

O objetivo não é encontrar a tecnologia com mais funcionalidades. É escolher uma arquitetura compatível com o estágio atual e com a trajetória esperada para a operação.

Comparação entre alternativas para gestão de apólices

Alternativa Quando pode funcionar Principal limitação Sinal para reavaliar
Planilhas e controles paralelos Volumes muito pequenos e processos simples Forte dependência de disciplina manual e pessoas Crescimento do volume, das exceções ou da necessidade de consolidação
Sistema legado isolado Operação estável e com poucas mudanças Dificuldade de integração e evolução Novos canais, produtos ou parceiros passam a exigir mudanças frequentes
Múltiplos sistemas pontuais Quando cada ferramenta resolve uma necessidade específica Informações e regras podem ficar dispersas Crescimento da necessidade de conciliação entre áreas
Camada de integração ou middle office Quando parte da arquitetura ainda atende ao negócio Exige desenho claro das responsabilidades entre sistemas O core passa a limitar também processos que deveriam permanecer nele
Desenvolvimento interno Casos muito específicos e organizações com capacidade técnica adequada Manutenção e conhecimento ficam sob responsabilidade da empresa Tecnologia passa a consumir capacidade que deveria estar no negócio
Plataforma especializada Quando a operação precisa reorganizar capacidades centrais em uma arquitetura própria para seguros Exige desenho de implantação, integração e mudança operacional Faz sentido quando a limitação deixou de ser pontual e passou a estrutural

Nenhuma dessas alternativas é automaticamente correta ou incorreta. A melhor resposta depende do cenário.

Em muitos projetos, a decisão mais eficiente pode inclusive combinar abordagens.

Estruture a decisão antes de escolher a plataforma

A Tecnologia Única pode mapear com sua equipe o que deve permanecer, o que precisa ser integrado e quais componentes já limitam a evolução da gestão de apólices.

Estruturar próximo passo

O que costuma dar errado na prática?

Erro recorrente Por que acontece Consequência possível Como reduzir o risco
Escolher apenas pelas funcionalidades A decisão compara listas de features, mas não arquitetura A ferramenta resolve funções isoladas e cria novas dependências Avaliar integrações, dados, parametrização e arquitetura
Migrar sem mapear o processo atual O sistema antigo é tratado como a causa de todos os problemas O novo ambiente reproduz fluxos ruins com outra interface Mapear processo, exceções e fontes de informação antes da migração
Automatizar dados inconsistentes Automação entra antes da governança Erros podem ser processados com mais velocidade Definir fontes de verdade e regras de validação
Ignorar requisitos regulatórios durante o desenho Compliance participa apenas no final Alterações adicionais podem surgir quando o sistema já está estruturado Envolver as áreas responsáveis desde o início
Tratar IA como funcionalidade isolada A discussão começa pela ferramenta Caso de uso não possui dados ou controles suficientes Definir problema, dados e governança antes da IA
Trocar tudo de uma vez sem necessidade Modernização é confundida com substituição completa Escopo e complexidade aumentam Avaliar uma evolução progressiva quando possível
Preservar o legado por tempo demais apenas porque ainda funciona O custo da dependência fica distribuído entre diferentes equipes Crescimento se transforma em mais exceções e retrabalho Medir onde o legado já limita produtos, integrações e operação

Critérios para escolher ou modernizar um sistema de gestão de apólices

Antes de decidir, vale avaliar pelo menos oito dimensões.

01

Maturidade da operação

Qual é o volume atual?

Quantos produtos, canais, parceiros e exceções precisam ser administrados?

02

Integração

O sistema consegue trocar informações com:

  • Cotadores.
  • CRM.
  • Canais digitais.
  • Parceiros.
  • Meios de pagamento.
  • Ambientes regulatórios.
  • Sistemas de sinistros.
  • Data platforms.
  • Demais componentes necessários.
03

Governança de dados

Existe uma fonte oficial para cada informação importante?

A equipe sabe onde consultar:

  • Situação da apólice.
  • Cobertura.
  • Vigência.
  • Histórico de alterações.
  • Eventos.
  • Dados relacionados ao produto.
04

Parametrização

Quanto uma mudança depende de código?

05

Escalabilidade

O crescimento do volume exige crescimento equivalente do esforço operacional?

06

Rastreabilidade

É possível entender:

  • Qual informação foi alterada.
  • Quando.
  • Por quem.
  • A partir de qual fonte.
  • Em qual etapa.
07

Requisitos regulatórios

Quais obrigações incidem especificamente sobre os produtos e operações da empresa?

08

Capacidade de evolução

A pergunta final é simples:

A arquitetura facilita ou dificulta o próximo movimento do negócio?

Uma solução adequada ao volume atual pode deixar de ser adequada quando a empresa pretende:

  • Lançar novos produtos.
  • Entrar em outros canais.
  • Distribuir seguros por parceiros.
  • Integrar ecossistemas.
  • Aplicar IA.
  • Estruturar embedded insurance.
  • Aumentar automação.
  • Modernizar a experiência digital.

Como a Tecnologia Única apoia a evolução da gestão de apólices?

A Tecnologia Única atua há mais de 20 anos no mercado segurador, combinando conhecimento do setor com desenvolvimento de soluções digitais, integração de sistemas, automação e arquitetura aplicada a seguros.[3]

Essa experiência permite abordar a modernização a partir do contexto da operação, e não apenas da substituição de uma ferramenta.

Integração entre os componentes da operação

Nem todo projeto começa pela troca do core.

Quando parte da estrutura continua adequada, o primeiro movimento pode estar em conectar melhor cotação, administração de apólices, canais e demais componentes que hoje dependem de transferências manuais.

Cotação e workflows

A Tecnologia Única também atua na estruturação de cotadores e workflows de seguros, conectando regras de produto, cálculo, canais e processos de aceitação ao restante do ambiente tecnológico.

Isso permite tratar a cotação como parte de uma arquitetura integrada, e não como uma etapa isolada da emissão.

Modernização progressiva

Quando o desafio está na capacidade de evoluir sem concentrar novas alterações no sistema central, arquiteturas desacopladas podem criar um caminho intermediário entre manter tudo como está e substituir toda a estrutura de uma vez.

O ponto de partida deve ser sempre o mesmo: identificar qual componente concentra a dependência e qual arquitetura oferece o menor caminho sustentável para resolvê-la.

Avalie sua arquitetura atual

Converse com a Tecnologia Única para identificar quais integrações, processos e dependências hoje limitam a evolução da gestão de apólices.

Avaliar arquitetura

Proteo e a gestão do ciclo de seguros

Dentro desse contexto de plataformas end to end para seguradoras, o Proteo pode atuar como uma estrutura tecnológica central ou como parte de uma estratégia de modernização..

A plataforma utiliza uma arquitetura orientada a APIs e permite estruturar diferentes etapas da operação de seguros, conectando produtos, canais e processos.

Uma aplicação prática dessa arquitetura está na Herval Seguradora.

A nova seguradora do Grupo Herval adotou o Proteo-InsureMO como sistema central de sua operação digital, estruturando processos que vão da cotação e emissão de apólices à gestão de sinistros e às integrações com o ecossistema de varejo do grupo. [4]

O ponto mais relevante do case não é assumir que a mesma arquitetura deve ser reproduzida em qualquer seguradora. É observar que tecnologia, distribuição e desenho operacional foram estruturados em conjunto desde a origem da nova operação.

Para empresas que já possuem sistemas consolidados, a decisão é diferente. É necessário avaliar:

  • O que deve permanecer no core.
  • Quais capacidades precisam evoluir.
  • Quais integrações estão disponíveis.
  • Onde a arquitetura atual concentra dependências.
  • Como modernizar sem aumentar a fragmentação.

Esse diagnóstico determina se a evolução exige integração pontual, uma camada desacoplada ou uma transformação mais ampla da plataforma.

Diagnóstico rápido: sua gestão de apólices está pronta para escalar?

Antes de decidir entre manter, integrar, modernizar ou substituir uma plataforma, vale entender onde sua operação está hoje.

Use o diagnóstico interativo abaixo e marque as situações que fazem parte da rotina atual.

Diagnóstico rápido

Sua gestão de apólices está pronta para escalar?

Marque as situações que acontecem hoje na sua operação. O diagnóstico será atualizado automaticamente e indicará um próximo passo proporcional ao cenário atual.

Sinais identificados

0 de 8 sinais presentes na operação

0% dos sinais identificados
0/8
Diagnóstico da operação

Comece a avaliação

Marque os sinais que reconhece na operação para visualizar uma leitura inicial do estágio atual.

Transforme o diagnóstico em um próximo passo

Converse com a Tecnologia Única para identificar quais processos, integrações e dependências hoje limitam a evolução da gestão de apólices.

O objetivo é identificar onde existem sinais de:

  • Fragmentação.
  • Dependência manual.
  • Baixa integração.
  • Falta de rastreabilidade.
  • Dificuldade de evolução.
Já identificou os principais gargalos?

O resultado do diagnóstico pode ser usado como ponto de partida para uma conversa mais objetiva sobre arquitetura.

Mapeie com a Tecnologia Única quais dependências devem ser priorizadas e estruture o próximo passo da gestão de apólices com critérios claros.

Estruturar próximo passo

Como estruturar o próximo passo?

Modernização começa antes da seleção de fornecedores. Alguns passos ajudam a reduzir incerteza.

01

Mapeie o fluxo atual

Registre como a informação percorre:

Produto Cotação Aceitação Emissão Gestão Alteração Renovação ou encerramento
02

Identifique os pontos de intervenção manual

Procure etapas como:

  • Redigitação.
  • Conferência.
  • Exportação e importação.
  • Aprovação por e-mail.
  • Planilhas auxiliares.
  • Tratamentos de exceção.
  • Ajustes dependentes de TI.
03

Defina as fontes de verdade

Para cada informação crítica, responda:

Qual sistema contém o dado oficial?

04

Envolva as áreas certas

Tecnologia não deve desenhar a modernização sozinha.

Dependendo do escopo, participe com:

  • Operações.
  • Produto.
  • Subscrição.
  • Compliance.
  • Jurídico.
  • Dados.
  • Segurança.
  • Comercial.
  • Parceiros envolvidos no fluxo.
05

Separe sintomas de causas

Uma planilha pode ser apenas o sintoma.

A causa pode estar em:

  • Integração inexistente.
  • Regra não parametrizável.
  • Dado ausente.
  • Processo mal definido.
  • Sistema que não suporta determinado evento.
06

Priorize um fluxo

Nem sempre faz sentido tentar modernizar tudo simultaneamente.

Escolha o ponto que combina:

  • Maior volume.
  • Maior retrabalho.
  • Maior dependência.
  • Maior impacto operacional.
  • Maior relevância para a estratégia.
07

Defina indicadores antes da mudança

Exemplos:

  • Tempo entre cotação e emissão.
  • Quantidade de intervenções manuais.
  • Incidência de divergências.
  • Tempo de lançamento de alterações.
  • Número de sistemas consultados por processo.
  • Volume de exceções.
  • Quantidade de etapas dependentes de TI.

Sem uma linha de base, fica mais difícil avaliar se a modernização realmente resolveu o problema.

Estruture o próximo passo

Se sua seguradora já avalia modernizar a gestão de apólices, a Tecnologia Única pode apoiar o mapeamento do cenário atual e a definição das prioridades antes da escolha da arquitetura.

Mapear prioridades

Conclusão: a gestão de apólices precisa acompanhar a evolução da operação

Um sistema de gestão de apólices não deve ser avaliado apenas pela capacidade de emitir contratos.

O que realmente importa é a estrutura que ele oferece para administrar o ciclo de vida da apólice, conectar informações, preservar histórico e acompanhar a evolução do negócio.

Enquanto o volume é pequeno, processos paralelos e intervenções manuais podem parecer suficientes.

O desafio aparece quando novos produtos, parceiros, canais, exigências de dados e automações começam a depender da mesma estrutura.

Nesse momento, modernizar não significa necessariamente substituir tudo. Pode significar:

  • Integrar.
  • Desacoplar.
  • Parametrizar.
  • Reorganizar dados.
  • Automatizar um processo.
  • Substituir um componente.
  • Ou, quando necessário, adotar uma nova plataforma central.

A melhor decisão começa por compreender onde a arquitetura atual deixou de acompanhar a estratégia do negócio.

Com mais de 20 anos de atuação no mercado segurador, a Tecnologia Única combina conhecimento técnico e experiência prática para estruturar esse caminho de acordo com diferentes níveis de maturidade.

Avalie a gestão de apólices da sua operação

Mapeie com a Tecnologia Única os gargalos, integrações e dependências que hoje limitam a evolução da sua seguradora e construa o próximo passo com mais clareza, controle e capacidade de crescimento.

Converse com especialista

Perguntas frequentes sobre sistema de gestão de apólices

O que é um sistema de gestão de apólices?

É uma plataforma responsável por organizar processos e informações ligados ao ciclo de vida dos contratos de seguro, incluindo emissão, alterações, endossos, renovações, cancelamentos e histórico da apólice.

O que significa Policy Administration System?

Policy Administration System (PAS) é o termo utilizado para sistemas voltados à administração do ciclo de vida das apólices. Dependendo da arquitetura, o PAS pode funcionar como componente de um core system mais abrangente ou se integrar a outras plataformas da seguradora.

Qual é a diferença entre sistema de gestão de apólices e core system de seguros?

O sistema de gestão de apólices concentra-se no ciclo de vida do contrato. O core system possui escopo mais amplo e pode abranger também cobrança, financeiro, sinistros, integrações, canais e outras operações centrais,

Um sistema de gestão de apólices substitui a equipe de subscrição?

Não.
O sistema pode organizar regras, dados, workflows e atividades repetitivas, mas decisões de subscrição precisam seguir os critérios definidos pela seguradora.
Ferramentas de IA também podem apoiar determinadas análises, mas o nível de automação e supervisão deve ser definido conforme o risco, a aplicação e as regras da operação.

É possível aplicar inteligência artificial sem trocar o sistema atual?

Sim, dependendo do caso de uso.
Uma aplicação pontual pode ser integrada ao ambiente existente sem exigir a substituição do sistema central.
O ponto decisivo é verificar se os dados necessários estão disponíveis, consistentes e acessíveis de forma adequada.
Quando o problema está na fragmentação das próprias informações, adicionar IA antes de estruturar as fontes pode limitar a confiabilidade do resultado.

É necessário trocar o core para modernizar a gestão de apólices?

Não necessariamente.
Algumas operações podem evoluir por meio de integrações, APIs, middle office ou componentes desacoplados.
A substituição do core tende a fazer mais sentido quando as limitações atingem funções estruturais e já impedem a evolução da operação como um todo.

Quanto tempo leva para modernizar um sistema de gestão de apólices?

Não existe um prazo único.
O tempo depende de fatores como:
• Escopo.
• Produtos.
• Quantidade de integrações.
• Qualidade dos dados.
• Arquitetura atual.
• Regras de negócio.
• Necessidade de migração.
• Nível de parametrização.
• Estratégia de implantação.
Por isso, estimativas confiáveis devem ser construídas depois do mapeamento técnico e operacional.

Como saber se chegou a hora de modernizar?

Alguns sinais merecem investigação:
• Aumento do retrabalho.
• Redigitação entre sistemas.
• Necessidade constante de conciliação.
• Regras espalhadas.
• Dificuldade de integrar novos canais.
• Dependência elevada de TI para mudanças simples.
• Falta de uma fonte clara para os dados da apólice.
• Dificuldade de utilizar dados em automação e IA.
Nenhum sinal isolado determina uma troca.
O conjunto deles ajuda a mostrar se a arquitetura ainda acompanha a operação.

Referências

[1] SUSEP. Circular SUSEP nº 710, de 24 de dezembro de 2024. Dispõe sobre as condições para o registro obrigatório de determinadas operações de seguros em sistemas de registro homologados.

[2] SUSEP. Regulamentação do Sistema de Registro de Operações — Circulares SUSEP nº 710, 711, 712, 713 e 714/2024 e atualizações relacionadas ao SRO.

[3] Tecnologia Única. Integração de Sistemas Empresariais: o guia estratégico para a evolução do setor de seguros.

[4] Tecnologia Única. Herval e Proteo: a arquitetura tecnológica da nova seguradora digital do Grupo Herval.

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